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Archive for the ‘BlockNotes’ Category

Amanhã, segunda-feira, dia 08 de outubro, já estarão seguindo pelo correio 8 dos dez livros sorteados.  A Gaveta  pede aos dois últimos que mandem seus endereços com urgência:

OCTAVIO FERRAZ e WALDIR LUQUES

Recado para Letícia Maloy: pode mandar  seu  endereço para ivo.barroso@infoloink.com.br, que será atendida desta vez.

ATENÇÃO: FERNANDO L. COSTA – informe se recebeu os Fünfzehn Gedichte, que consegui, depois de muita procura, lhe enviar. Foi para seu endereço em Curitiba. Aguardo retorno

 

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Solicitamos aos dez leitores abaixo, contemplados com o livro “Antologia Poética da Gaveta”, que mandem, com urgência, seus endereços postais (completos) a fim de podermos enviar os prêmios. Foram reservados ainda outros cinco exemplares para futuro sorteio.

 

  • Wladimir Saldanha
  • Saulo von Randow Júnior
  • Octávio Ferraz
  • Jeferson Barbosa da Silva
  • Valdir Luques
  • Arthur de Siqueira Brahm
  • Fernando Neto
  • Maristela Pimentel
  • Luciano Sheikk
  • Pedro Maciel

OS ENDEREÇOS POSTAIS PODEM SER MANDADOS DIRETAMENTE PARA ESTE SITE.

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ANTOLOGIA POÉTICA DA GAVETA

O mais precioso editor da Pauliceia, nosso caro amigo Cláudio Giordano, que já nos dera (a mim e a alguns felizardos leitores da Gaveta) a bela edição dos “Fünfzehn Gedichte” em 2016 e o maravilhoso “Meu Rubaiyat” em 2017, presenteia-nos agora com esta “Antologia Poética da Gaveta”, uma verdadeira joia de delicadeza gráfica e bom gosto editorial. Giordano recolheu os artigos que escrevi na Gaveta com o intuito de salvar, para o leitor de hoje, algumas das belas poesias que cultivávamos em meus tempos de jovem, e fez da colheita um opúsculo de sensível beleza, digno repositório das grandezas poéticas que ele encerra. Infelizmente o livro não está à venda, pois se trata de uma edição do autor, que teve a oportunidade de poder contar, mais uma (última?) vez com a mestria gráfica das edições Giordanus. Uns poucos exemplares, no entanto,  foram reservados para aqueles leitores que, sincera e decididamente interessados, desejarem guardar a lembrança de nossa Antologia. Basta enviar-nos seu endereço postal e aguardar o sorteio. Os dez primeiros solicitantes serão os que terão mais chances de serem contemplados.

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SAIU EM LIVRO

Meu amigo, Luciano Esteves Mendes, mais conhecido como o poeta Luciano Sheikk, membro da Academia de Letras, Ciências e Artes de Ponte Nova-MG, levantando a história do jornalismo local, teve a paciência de recolher todos os artigos que escrevi para a imprensa daquela cidade mineira, no período 1951/1962. Minha primeira experiência jornalística, ou seja a primeira vez em que vi meu nome em letras de forma num jornal, foi num soneto intitulado “O Pássaro Cego”, que meu padrinho Dr. Edgard de Vasconcellos Barros fizera publicar na  Gazeta de Viçosa em 13.04.1947. Pois foi o próprio Edgard quem me encaminhou ao Antônio (Tony) Brant Ribeiro, que estava editando um Suplemento Literário no Jornal do Povo, de Ponte Nova. Folha modestíssima, mas de alto valor intelectual, o Suplemento já estava sendo conhecido fora da área urbana e chegara mesmo a algumas pessoas no exterior. Tony deu excepcional acolhida aos meus versos e presenteou-me como uma série de cartas-guia, que me nortearam no fazer poético, em cujos labirintos eu me enredava. Infelizmente de breve duração, eis que, com o fim daquela folha literária, passei a escrever semanalmente para o mesmo Jornal do Povo uma crônica sob a insígnia de Bilhete do Rio. Era o ano de 1952, acabara de conhecer milagrosamente a minha musa com quem pretendia casar e me preparava para o concurso do Banco do Brasil, para o qual entrei dois anos depois. As tais crônicas, a bem dizer “politiqueiras”, marcavam minha posição, na época, de ferrenho getulista e feroz defensor do “petróleo é nosso”, mas vez por outra deixava extravasar o gosto literário e publiquei uma com o título “Sylvia” (era um grito verde no olhar vazio da paisagem) que me garantiu o título de literato local.  Junto comigo, levei para a imprensa ponte-novense, três outros amigos e colegas de Banco (Albertus Marques, Arildo Salles Dória e Geraldo Marques), com os quais escrevíamos outra seção semanal intitulada Os Três Mosqueteiros. Além do Jornal do Povo, havia na cidade outra publicação semanal, A Gazeta da Mata, semi-dirigida pelo brilhante Jamil Santos, a quem não pude negar colaboração, passando a publicar ali semanalmente os meus sonetos:

Venho de longe… Sou daqueles dias
Em que se ergueu a Acrópole de Atenas…

(…)

Ah! Se estivesse agora lá em Minas
A tarde chegaria lentamente
Como nuvem de sombra nas colinas…

(…)

e traduções, como estas de Miguel Ângelo e Shakespeare:

Quisera, ó Deus, querer o que não quero:

(…)

Não lamentes por mim quando eu morrer
Senão enquanto o surdo sino diz

Logo depois, o incansável Jamil Santos deixa a Gazeta e abre um novo jornal, A Tribuna da Mata, com o qual passei a colaborar com algo realmente temerário, seguindo sugestão do próprio editor: a crítica aos articulistas dos jornais da terra, o que só poderia ser feito sob pseudônimo. Foi assim que surgiu A Correspondência de Fradique Mendes, que supostamente chegava às mãos de Jamil vinda de uma fazendola, a Quinta do Furquim, viajando nas costas de uma ‘alimária’ conduzida pelo ‘almocreve’ Adezílio. A escrita das cartas era um pastiche do estilo de Eça de Queiroz e ensejava a criação de termos como “alóites”, que funcionava como uma espécie de grito de guerra do escrevinhador. As críticas (hoje considero até mesmo insensatas) que despenquei sobre os articulistas provincianos, sempre na ilusão de que com elas estaria concorrendo para a elevação da qualidade jornalística da terra, causaram desmedido rebuliço local, com impropérios e ameaças inclusive ao editor. Pax Mineira, tratei de montar no burro e me evadir… Mas não nego que o Fradique foi o meu grande momento jornalístico, cujo anonimato consegui preservar por algum tempo; quando o revelei aos amigos e familiares, houve quem achasse que o Ivo Barroso não tinha cacife para escrever como o Fradique! Era a glória! Numa de suas bravatas, Fradique chegara a atacar Os Três Mosqueteiros e deixara mesmo o D’Artagnan em cheque. Era interessante, pelo menos para mim, ver esse duelo meu contra mim mesmo e ser advertido por um tio que acompanhava empolgado essas lides jornalísticas: “Cuidado! Se esse Fradique te pega, você está perdido!”.

Havia dois leitores em particular para os quais eu escrevia comovido: meu pai, Ormindo T. Barroso, farmacêutico em Ervália, cujo aniversário em 25 de novembro eu sempre comemorava no jornal, e Dona Maria das Pedras Pimentel, minha avó portuguesa, da ilha do Corvo, capaz de ler duzentas vezes o mesmo artigo (o meu, é claro!) sempre que recebia o jornal. Quando ela morreu, achei de bem escrever a minha Última Crônica (última mesmo, pois encerrei com ela a minha atividade de cronista, ficando apenas com Os Mosqueteiros).

Pois o operoso, dadivoso, incansável amigo Luciano Sheikk recolheu, um por um, todos esses artigos e mais as crônicas, poesias, etc., acrescentando ao acervo uma coleção das críticas recebidas por Fradique além de missivas que troquei com amigos ponte-novenses. Desse exaustivo garimpo nasceu o belo livro que tenho agora “O Poeta, o Tradutor e o Crítico”, que tanta alegria me trouxe como se com ele viesse um pouco daquele entusiasmo com que eu escrevia as crônicas de outrora.

Não creio que ele possa interessar a ninguém mais do que aos amigos íntimos e parentes aos quais distribuí os poucos exemplares que me chegaram. Mas, se houver algum leitor persistente que se interesse de fato por essas velharias, sempre será possível conseguir-se um exemplar.

 

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CORPUS CHRISTI

 

Ó divino banquete onde foi dada
Toda a glória do Céu por iguaria,
Nunca aparteis desta alma o santo dia
Da morte de meu Deus por mim causada.

Pagando em Cruz o amor, sem dever nada,
Tudo lhe pareceu que nos devia,
No tempo em que de nós se despedia,
Ir-se e ficar numa hóstia consagrada.

Finos toques de amor, raros extremos,
Se os anjos não vos podem entender,
Os que somos humanos que faremos?

Contento-me, Senhor, basta-me crer
Que nessa hóstia sagrada, onde vos vemos,
Mais nem menos no Céu não podeis ser.

 

Fr. MARTIM DE CASTRO DO RIO — (c. 1548-1613)

Poeta dito “minor”, português, do século XVI, sem dados  biográficos


LEIA MAIS SOBRE CORPUS CHRISTI E EUCARISTIA (aqui)


ANTOLOGIA POÉTICA DA GAVETA – A série voltará em junho com os nomes finais (mais oito) na série “de primeira linha” e outros tantos dos chamados “esdrúxulos”. Depois disso, pretendemos fazer uma outra denominada “Grandes Poetas do Brasil”, com informações mais extensas sobre os biografados e uma seleção mais ampla de seus poemas comentados.

Como já ocorrido, a Gaveta completará aniversário (o 8º) em 25 de julho, entrando em seguida em recesso até setembro, isto quer dizer que vamos ter ainda sete postagens semanais até lá.

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Desculpem os leitores se repito este ano as palavras que escrevi em 2016 para lhes desejar um Feliz Natal. Reli-as agora e senti que me invadia uma emoção antiga, a volta ao aniversariante que sofria nas noites de chuva do Herval com a ausência dos amigos, sofrimento que as compensações caseiras e as alegrias gustativas não conseguiam minorar. Repito-as agora por me fazerem bem e por sentir que aquela ausência é hoje compensada pelo convívio virtual com as dezenas de amigos que adquiri ao longo destes anos em que venho mantendo esta Gaveta. Que todos tenham, pois, como, eu um Natal repleto de calor humano (mesmo quando virtual).

Como sempre no Natal, a Gaveta entrará em recesso por uns tempos, devendo regressar depois do Carnaval. Mas sem fechar as portas, que continuarão abertas de par em par aos nossos leitores que poderão escarafunchar à vontade e aproveitar para ler os artigos mais longos. Também este ano ilustramos o post com uma pintura a óleo de um dos componentes da associação “Pintores com a Boca e os Pés”, que todos os anos editam uma série de belíssimos cartões postais executados por eles. Merecem o seu apoio pelo esforço e a qualidade de seus trabalhos (tel. (11) 5053-5100 ou www.apbp.com.br).

 

JÁ É NATAL!

Já é Natal porque a gente ouve uns sinos que tocavam longe na nossa infância, na noite que estava sempre enevoada, as pessoas indo para a missa do galo que procurávamos em nosso quintal onde nunca tinha havido um galo. E um certo corre-corre dos lados da cozinha, a preparação da ceia, as velas que estavam escondidas no étager, a presença indefectível de Geralda, pronta para se vestir de Papai Noel.  Sim, tudo já eram prenúncios, mas temíamos pelo dia 25, o do aniversário pois todo ano chovia, chovia forte e as mães não deixavam os meninos vir à festa. Ficávamos sozinhos, eu e meus irmãos, olhando o tempo através da vidraça, imaginando a possibilidade de aparecer alguém vindo embaixo daquele guarda-chuva, que passava sem no entanto entrar no prédio.

Já é Natal porque muitos natais já se passaram, os da infância se arrastando, ah meu Deus agora só no ano que vem, os da juventude tão depressa, as férias voaram num minuto, e os da velhice, esse sopro que passa veloz, mas deixa sempre a ameaça de parar um dia.

Sim, já é Natal pois vultos de anjos que adejam, magos que seguem o rastro de uma estrela, e o presepe, o burro, a manjedoura, os indícios materiais do evento. Não há como fugir desse menino-símbolo, desse deus que criamos e sacrificamos, desse apelo ao invisível, desse desesperado aceno ao inalcançável.

Já é Natal porque em meio a tanta incerteza, decepção, angústia, desse grito agudo da miséria humana, dessa incapacidade de um gesto, de uma ação, só nos resta a esperança de um milagre, e tudo nos projeta em direção do divino transcendente. Uma luz há de nascer. Natal é luz.

FELIZ NATAL! E ANO NOVO MAIS AINDA!

 

***

 PROMESSAS DE FIM DE ANO

Como havíamos prometido num quase esquecido post de 15.03.2014 (’Poetas Esquecidos”), estamos planejando, para a volta definitiva da Gaveta, logo após o Carnaval, a criação de um setor permanente destinado à divulgação da poesia brasileira. Entendemos que a atual facilidade dos meios de comunicação ensejou uma certa barafunda entre os leitores quanto ao que se deva (ou possa) entender como sendo poesia. Não queremos bancar o sabereta, o magister dixit, mas a ideia é apresentar aqui exemplos do que, a nosso ver, consideramos poemas dignos de ser conhecidos ou reconhecidos dentro dos padrões habituais e conceptuais da arte. Já imaginamos duas seções diferentes: uma em que procuraremos trazer aos leitores de hoje aqueles poetas que, em nossa formação literária, eram considerados padrões do bom gosto    estético e do bem fazer poético; outra, será uma curiosidade: apresentar aos leitores poetas cujos nomes extravagantes de certa forma os tornaram “casos especiais” de nossa literatura. Referimo-nos por exemplo a vates  como Zeferino Perneta ou Judas Isgorogota, cujos nomes estranhos não os impediram de produzir belos momentos poéticos, os quais iremos mostrar em nossas duas antologias permanentes (ou seja, elas sairão em todos os posts seja como matéria principal seja como simples anexo.)

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Caro Amigo/Amiga,

Se você é leitor da Gaveta e mora no Rio, esta é uma bela oportunidade de nos conhecermos: estou lançando meu livro de memórias, Breviário de Afetos, no dia 1º de dezembro, a partir das 19 horas, na Livraria Travessa, do Shopping Center do Leblon. Estou certo de que muitos de meus amigos e parentes irão prestigiar o evento, e nessa ocasião poderei rever alguns e me confraternizar com eles. Seria, no entanto, uma bela surpresa se, entre as pessoas que lá estiverem, surgir você, que até então eu não conhecia, dizendo: Eu sou fulano, leitor da Gaveta, vim conhecê-lo pessoalmente.  E eu lhe agradeceria com um abraço, prometendo que a Gaveta vai continuar.

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