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Archive for julho \25\UTC 2014

4 anos

 

QUARTO ANIVERSÁRIO

A Gaveta estaria completando quatro anos hoje. Habitualmente após cada aniversário, costumávamos entrar num período de recesso cuja extensão variava de acordo com as conveniências. Eram paradas extemporâneas, sem outros motivos que a preguiça literária ou alguma pequena indisposição de espírito. Mas nunca tinham uma causa específica e sempre acabávamos voltando. Desta vez, no entanto, um profundo pesar nos levou a encerrar as postagens cerca de um mês antes do aniversário. E a parada de agora está nos parecendo um tanto definitiva…

Durante quatro anos fomos visitados por mais de 120 mil leitores e sabemos que boa parte deles continuará nos acessando, relendo postagens antigas ou pesquisando assuntos que a princípio lhes teriam passado despercebidos. Esperamos que essas visitas continuem sem a necessidade de novas publicações, permitindo assim que a Gaveta ainda sobreviva por um tempo…

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HOMENAGEM PÓSTUMA

ney 001

Meu querido irmão, o Prof. Ney Julião Barroso, hoje estaria completando 82 anos. Lutando com problemas coronarianos e ansioso por sobreviver, submeteu-se a uma operação cirúrgica (ponte de safena) à qual não resistiu, vindo a falecer no dia 15 de junho passado, para consternação de quantos o conheciam.

Por ocasião da missa de 7º dia, li, para os familiares e amigos, a oração que deixo aqui consignada:

ORAÇÃO PELO NEY

 O poeta-filósofo disse que diante da Morte a única atitude cabível é o silêncio.

Mas eu quero quebrar este silêncio e mandar uma mensagem aos Anjos do Senhor, que pairam acima e além do mistério da Morte:

Ó legião de Anjos do Senhor, recebei em vossas alas a alma de meu irmão Ney Julião Barroso que nos deixou quando buscava prolongar sua existência em nossa companhia, tanto que ele queria viver e com isto nos dar a satisfação e o conforto de seu convívio. Quis um desígnio inapreensível que, apesar de toda a sua energia vital, de seu entusiasmo de sempre, de sua firmeza de vontade, ele não resistisse à derradeira luta.

Agora tendes, ó Anjos, em vossa companhia aquele que era o irmão amado, o confidente de todos os instantes, o vínculo familiar mais estreito, a lembrança da infância e da terra natal, o exemplo de todos os passos dados em direção à sua brilhante carreira e ao seu projeto de vida. Aos vossos olhos também está o cônjuge dedicado, o companheiro de todas as horas, as felizes e as amargas, e o pai ardoroso cujos filhos foram a mais alta razão de sua existência. Nós da família só poderíamos ceder esse espírito se fosse para alguma entidade mais alta e por isso tomai-o convosco, ó Anjos, para alívio de nossa dor e de nossa perda.

Também decerto os seus amigos, que eram muitos e fiéis, que se congraçavam com frequência para ouvi-lo e usufruir de sua jubilosa companhia, estes sentirão como nós a sua ausência, a graça de sua conversa, seus casos inesgotáveis, sua exuberante alegria de viver. Eles também gostariam de romper o bloqueio do silêncio e enviar-vos o pedido de que o Ney saiba o quanto sua presença nos faz falta.

E, por fim, grande professor que foi, que ilustrou as cátedras do Colégio Pedro II, seus ex-alunos que se transformaram também em seus amigos, que dele guardam a lembrança da eficiência, do seu dom de ensinar, de seu carisma de mestre amigo e conselheiro, seus ex-alunos se unem à minha voz para vos pedir, ó Anjos do Senhor, que guardeis com carinho e reverência a sua voz, a sua face e o seu sorriso.

A nós todos restará a saudade, além dessa sensação de que perdemos com ele um pouco de nós mesmos.

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