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Archive for junho \23\UTC 2018

CASIMIRO DE ABREU (1839-1860) – poeta fluminense (19)

Casimiro José Marques de Abreu nasceu na cidade fluminense que hoje leva seu nome era filho de um comerciante português, que o mandou estudar em Lisboa, onde compôs seus mais saudosos versos, de uma candura quase infantil. Mas lá também escreveu uma peça em versos brancos, Camões e o Jau, em que demonstrava seus conhecimentos do vernáculo, colocando-se em igualdade com os poetas lusos. De volta ao Brasil, publica As Primaveras, livro que o sagrou como um dos poetas mais populares do Brasil, condição em que se encontra mesmo nos dias atuais. Seu poema abaixo, de cândida religiosidade, contém – a nosso ver – dois dos mais belos versos da língua, pela sua sonoridade, arquitetura vocálica e dinâmica imagética: “E erguendo o dorso altivo, sacudia / A branca espuma para o céu sereno”.

 

DEUS

Eu me lembro! eu me lembro! – Era pequeno
E brincava na praia; o mar bramia
E erguendo o dorso altivo, sacudia
A branca escuma para o céu sereno

E eu disse a minha mãe nesse momento:
“Que dura orquestra! Que furor insano!
“Que pode haver maior que o oceano,
“Ou que seja mais forte do que o vento?!” –

Minha mãe a sorrir olhou p’r’os céus
E respondeu: – Um Ser que nós não vemos
“É maior do que o mar que nós tememos,
“Mais forte que o tufão! Meu filho, é – Deus!” –

Dezembro – 1858

Nota: O tema das brincadeiras do tempo de criança me inspirou, também na puberdade, a escrever versos evocativos desses folguedos: Papagaio de papel e Barquinho de papel, transcritos no post Mais uma (última) sessão nostálgica, da Gaveta do Ivo, em 18/12/2016, que podem ser lidos (aqui).

 

B. LOPES (1859-1916) – poeta fluminense (20)

Mestiço, de origem humilde, Bernardino da Costa Lopes, nascido na então província do Rio de Janeiro, costumava assinar-se poeticamente apenas B. Lopes, evitando usar o prenome, julgado um tanto “vulgar” à época. Estreou com o livro Cromos em deliciosos sonetilhos que descrevem cenas da vida rural, que lhe deu imediata fama. Mas eis que se apaixona por uma senhora a quem designava como Sinhá Flor, dedicando-lhe versos rebuscados, nas ideias e vocabulário, em que figuram viscondessas, castelos, barões, cavaleiros medievais. Decepcionado, compõe em seu louvor um dos sonetos mais patéticos da língua portuguesa (“Outro, não eu, etc.) Tentando participar da vida política nacional, dedica um soneto ao Marechal Hermes, cujo final caricato: (“ – Bonito herói! Cheirosa criatura!”) seria motivo das mais impiedosas críticas.

BERÇO

Recordo: um lago verde e uma igrejinha,
Um sino, um rio, um postilhão e um carro
De três juntas bovinas que ia e vinha
Rinchando alegre, carregando barro.

Havia a escola, que era azul e tinha
Um mestre mau, de assustador pigarro…
(Meu Deus! que é isto, que emoção a minha,
Quando estas coisas tão singelas narro?)

Seu Alexandre, um bom velhinho rico
Que hospedara a princesa; o tico-tico
Que me acordava de manhã, e a serra…

Com seu nome de amor, Boa Esperança,
Eis tudo quanto guardo na lembrança,
Da minha pobre e pequenina terra!

Nota: O tema da terra natal foi tratado por grande número de nossos poetas, mas nenhum conseguiu obter a singeleza deste soneto de B, Lopes, transformando o verso final numa verdadeira “frase feita”. Eu próprio me vali dele (modificando-o ligeiramente e colocando-o entre aspas para consignar a apropriação) num trecho da minha Rapsódia Ervalense, composta em 1951 em homenagem a Ervália-MG:

Berço

Quando, do alto do Santo Cristo, espio/ a cidade, lá embaixo, espreguiçando, / o meu olhar vai triste, acompanhando / o percurso monótono do rio. // Vejo a praça, o jardim por onde eu ando;/ na igreja, a torre de final esguio;/ e, em fila dupla, o extenso casario, / as chaminés, lá longe, fumegando…// Emocionado, ansioso, em sobressalto, / o meu olhar domina a cordilheira;/ minh’ alma vai subir àquela serra!…//  Mas, para que, meu Deus, subir tão alto?!/ – Para abraçar de uma só vez, inteira, / “a minha doce e pequenina terra”.

 

LUIZ GUIMARÃES JÚNIOR (1845-1898) – poeta fluminense (21)

Luís Guimarães Júnior importante poeta romântico, diplomata e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras é autor de alguns dos sonetos mais célebres da língua (O Esquife, O coração que bate neste peito e o arqui-famoso Visita à casa paterna, que reproduzimos abaixo). Desse último, consta o verso Resistir, quem há-de, com a inversão do verbo, que se tornou uma frase clichê, um verdadeiro meme de expressão vocabular. Igual popularidade verbal adquiriu o segundo verso: Depois de longo e tenebroso inverno, que se transformou entre nós numa espécie de chavão. Como diplomata, serviu em vários países, terminando sua carreira em Lisboa, onde continuou a residir até sua morte em 1998.  Seu filho, Luiz Guimarães Filho (1878-1940), foi igualmente poeta, diplomata e acadêmico.


VISITA À CASA PATERNA

Como a ave que volta ao ninho antigo,
Depois de um longo e tenebroso inverno,
Eu quis também rever o lar paterno,
O meu primeiro e virginal abrigo.

Entrei.  Um gênio carinhoso e amigo,
O fantasma talvez do amor materno,
Tomou-me as mãos — olhou-me grave e terno,
E, passo a passo, caminhou comigo.

Era esta sala… (Oh! se me lembro! e quanto!)
Em que da luz noturna à claridade,
Minhas irmãs e minha mãe…   O pranto

Jorrou-me em ondas…  Resistir quem há-de?
Uma ilusão gemia em cada canto,
Chorava em cada canto uma saudade.

 

Nota: Não consegui resistir à influência do tema deste soneto e, para a minha Rapsódia Ervalense, de 1951, compus os seguintes versos:

A Casa de Minha Avó

Entro. Há silêncio aqui. Estão sombrias/ estas salas que, outrora, andavam cheias / de encantos juvenis, naqueles dias/ que lá se foram, como tudo o mais… / E as paredes de tábuas tortas, feias, /a triste solidão destes umbrais, / tudo evocando antigas alegrias, / no coração me pesam por demais…/ No quarto, agora entregue ao abandono, / compunha as minhas trôpegas poesias!/ Oh! primaveras líricas!… queria-as/ tanto, e hoje, em seu lugar só vejo outono! / Percorro a casa: está quase às escuras, / mas distingo os retratos dos parentes, / na parede, impassíveis e pendentes,/ na falsa eternidade das molduras./ O relógio da sala as horas deixa/ que passem solitárias – não as conta / e nem profere a rotineira queixa. Sua corda esgotou-se e a idade vence-o…/ – E choro, a cada imagem que reponta/ nas vozes da saudade e do silêncio.

 

NOTA: OS ESDRÚXULOS SERÃO TRATADOS NA PRÓXIMA SEMANA

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Meu dileto amigo, o editor-tradutor Cláudio Giordano, presenteou-me com este magnífico volume, em que o assunto “vinho” é considerado praticamente sob todos os aspectos, com relevância para o concernente à arte do livro e a literatura. Nele o leitor ficará sabendo tudo sobre incunábulos, fac-similes, agricultura e botânica vinícolas, o vinho na religião e na medicina, obras de arte relativas ao vinho, o vinho do porto e finalmente a poesia do vinho. Nesta última seção, há um (para mim até então) desconhecido soneto de JORGE LUIS BORGES sobre o vinho, no texto espanhol original, cuja tradução transcrevo aqui em homenagem ao incansável editor Giordano, responsável pela beleza do livrinho Meu Rubaiyat, que editamos em 2017.

 

SONETO DO VINHO

Em que reino, em que século, sob que silenciosa

Conjugação dos astros, em que secreto dia

Que o mármor não salvou, surgiu a valiosa

E singular ideia de inventar a alegria.

Com outonos dourados o criaram. O vinho

Refluiu rubro ao longo de muitas gerações;

Como o rio do tempo em seu árduo caminho

Prodigou-nos a música, seu fogo e seus leões.

Na noite jubilosa ou na jornada adversa,

Ele exalta a alegria ou nos mitiga o espanto,

E o ditirambo novo que este dia lhe canto

Lhe foi cantado outrora pelo árabe e o persa.

Vinho, ensina-me a arte de ver a minha história

Como se esta já fosse a cinza da memória.

JORGE LUIS BORGES

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NOTA: NOSSA ANTOLOGIA POÉTICA VOLTARÁ À GAVETA COM TODO VAPOR E EM
DOSES TRIPLAS NA PRÓXIMA SEMANA

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SAIU NO JORNAL

 

TRANSTRÖMER – UMA NOVA DIMENSÃO POÉTICA

Ivo Barroso

 

Se você nunca tinha ouvido falar no ganhador do prêmio Nobel de literatura, de 2011, um poeta sueco com nome de robô galáctico, não se menospreze: você está entre aqueles que formam a maioria absoluta dos leitores brasileiros – mesmo entre os letrados — que o desconheciam inteiramente.

De posse agora deste bem cuidado volume, Mares do Leste, da sofisticada Editora Ayiné, de Belo Horizonte/Veneza (em papel Polen Bold 90 gr. e capa na face inversa do livro), o leitor poderá apreciar na mais rigorosa tradução de Márcia Sá Cavalcanti Schuback uma parte significativa da obra poética do laureado Tomas Tranströmer, unanimemente considerado o “poeta nacional sueco”, candidato desde sempre ao Nobel de literatura, que só não lhe fora  concedido ainda pelo escrúpulo da Academia Sueca  em dar o prêmio a seus compatriotas. Reconhecido há muito como grande poeta no mundo intelectual civilizado, Tranströmer já foi traduzido em mais de 60 línguas (inclusive em português, ainda que fragmentariamente, só alguns haicais por Martha Manhães de Andrade, publicados na revista Poesia Sempre, da Biblioteca Nacional em 2006).

É verdade que sua poesia está longe de ser popular, memorizável, de fácil aceitação pelo público acostumado ao verso tradicional; a leitura de seus poemas exige certos condicionamentos de sensibilidade poética que transcendem a simples compreensão ou decodificação do sentido do verso. Além do ritmo especial, característico das ondulações do fraseado sueco, efeito que não pode ser correspondido numa tradução, a poesia de Tranströmer é, por assim dizer, evasiva, com interrupções que interferem não apenas na cadência do verso, mas igualmente no sentido da frase. Há paradas súbitas seguidas de acelerações e pequenos delírios formando um arquipélago onde boiam detritos e sublimidades.

Tal qualidade poética pode ser detectada logo de início com a leitura do longo poema (em VI partes) que abre a antologia, o Mares do Leste, dedicado ao avô materno do poeta, Carl Helmer Westerberg, piloto-guia das embarcações que adentravam o Báltico esgueirando pelo emaranhado de milhares de“ilhas pequenas memorizadas como versos de salmo”). Mas não se trata de um poema biográfico, em que interferem invocações do passado ou a simples descrição de ambientes tipicamente regionais. O verbo de Tranströmer se alonga e se estilhaça como se submetido a pressões contrárias, que irrompem ora do passado ora de um tempo imaginário, futuro ou onírico, perturbando as nossas noções de realismo fantástico ou surreal. Frases que ora nos atropelam como pedras, ora se diluem como algas e alrunas, cujo sentido se perde como se surpreendido por um precipício.

Nesse poema, publicado em 1977, segundo consta dessa antologia, há um trecho a bem dizer “mediúnico”, em que o poeta descreve a situação crítica que lhe iria ocorrer somente em 1990, quando foi vítima de um AVC: “Vem o derrame: paralisia do lado direito com afasia, só consegue entender frases curtas, diz palavras erradas.Mas a música permanece ali, ele ainda compõe em seu estilo próprio, torna-se uma sensação médica o tempo que ele ainda tem por viver”. Trata-se evidentemente de um erro de datação.

Tranströmer nasceu em 1931, em Estocolmo, onde estudou e se tornou psicólogo profissional, exercendo sua atividade principalmente em prisões, centros de detenção juvenil e de reabilitação de viciados. Iniciou-se na literatura aos 23 anos com o livro 17 Dikter (17 poemas), tendo publicado cerca de 20 livros de versos até sua morte em 2015, aos 83 anos. Viveu quase sempre em alguma das numerosas ilhas do arquipélago báltico, mais frequentemente em Runmarö, “longe dos olhares do mundo e dos meios de comunicação”.

Esta primeira antologia brasileira de seus versos contempla a produção de alguns de seus livros dos anos 1974 (Mares do Leste), 1996 (Gôndola Lúgubre), 2004 (Prisão) e Poemas Haiku (este com cerca de 64 tercetos que são como exercícios pianísticos  para treinar a mão esquerda.) Nota-se a ausência de algumas obras significativas (dos anos 1950, 60 e parte dos 70). Por sorte, a editora promete para breve a publicação de suas outras obras, com o que ficará o leitor brasileiro na possibilidade de se tornar mais íntimo deste grande poeta estrangeiro, diminuindo a nossa culpa pelo desleixo de tê-lo ignorado por tanto tempo.

Publicado no Segundo Caderno (ex-Prosa & Verso) de O Globo em 09.06.2018

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SAIU EM LIVRO

Meu amigo, Luciano Esteves Mendes, mais conhecido como o poeta Luciano Sheikk, membro da Academia de Letras, Ciências e Artes de Ponte Nova-MG, levantando a história do jornalismo local, teve a paciência de recolher todos os artigos que escrevi para a imprensa daquela cidade mineira, no período 1951/1962. Minha primeira experiência jornalística, ou seja a primeira vez em que vi meu nome em letras de forma num jornal, foi num soneto intitulado “O Pássaro Cego”, que meu padrinho Dr. Edgard de Vasconcellos Barros fizera publicar na  Gazeta de Viçosa em 13.04.1947. Pois foi o próprio Edgard quem me encaminhou ao Antônio (Tony) Brant Ribeiro, que estava editando um Suplemento Literário no Jornal do Povo, de Ponte Nova. Folha modestíssima, mas de alto valor intelectual, o Suplemento já estava sendo conhecido fora da área urbana e chegara mesmo a algumas pessoas no exterior. Tony deu excepcional acolhida aos meus versos e presenteou-me como uma série de cartas-guia, que me nortearam no fazer poético, em cujos labirintos eu me enredava. Infelizmente de breve duração, eis que, com o fim daquela folha literária, passei a escrever semanalmente para o mesmo Jornal do Povo uma crônica sob a insígnia de Bilhete do Rio. Era o ano de 1952, acabara de conhecer milagrosamente a minha musa com quem pretendia casar e me preparava para o concurso do Banco do Brasil, para o qual entrei dois anos depois. As tais crônicas, a bem dizer “politiqueiras”, marcavam minha posição, na época, de ferrenho getulista e feroz defensor do “petróleo é nosso”, mas vez por outra deixava extravasar o gosto literário e publiquei uma com o título “Sylvia” (era um grito verde no olhar vazio da paisagem) que me garantiu o título de literato local.  Junto comigo, levei para a imprensa ponte-novense, três outros amigos e colegas de Banco (Albertus Marques, Arildo Salles Dória e Geraldo Marques), com os quais escrevíamos outra seção semanal intitulada Os Três Mosqueteiros. Além do Jornal do Povo, havia na cidade outra publicação semanal, A Gazeta da Mata, semi-dirigida pelo brilhante Jamil Santos, a quem não pude negar colaboração, passando a publicar ali semanalmente os meus sonetos:

Venho de longe… Sou daqueles dias
Em que se ergueu a Acrópole de Atenas…

(…)

Ah! Se estivesse agora lá em Minas
A tarde chegaria lentamente
Como nuvem de sombra nas colinas…

(…)

e traduções, como estas de Miguel Ângelo e Shakespeare:

Quisera, ó Deus, querer o que não quero:

(…)

Não lamentes por mim quando eu morrer
Senão enquanto o surdo sino diz

Logo depois, o incansável Jamil Santos deixa a Gazeta e abre um novo jornal, A Tribuna da Mata, com o qual passei a colaborar com algo realmente temerário, seguindo sugestão do próprio editor: a crítica aos articulistas dos jornais da terra, o que só poderia ser feito sob pseudônimo. Foi assim que surgiu A Correspondência de Fradique Mendes, que supostamente chegava às mãos de Jamil vinda de uma fazendola, a Quinta do Furquim, viajando nas costas de uma ‘alimária’ conduzida pelo ‘almocreve’ Adezílio. A escrita das cartas era um pastiche do estilo de Eça de Queiroz e ensejava a criação de termos como “alóites”, que funcionava como uma espécie de grito de guerra do escrevinhador. As críticas (hoje considero até mesmo insensatas) que despenquei sobre os articulistas provincianos, sempre na ilusão de que com elas estaria concorrendo para a elevação da qualidade jornalística da terra, causaram desmedido rebuliço local, com impropérios e ameaças inclusive ao editor. Pax Mineira, tratei de montar no burro e me evadir… Mas não nego que o Fradique foi o meu grande momento jornalístico, cujo anonimato consegui preservar por algum tempo; quando o revelei aos amigos e familiares, houve quem achasse que o Ivo Barroso não tinha cacife para escrever como o Fradique! Era a glória! Numa de suas bravatas, Fradique chegara a atacar Os Três Mosqueteiros e deixara mesmo o D’Artagnan em cheque. Era interessante, pelo menos para mim, ver esse duelo meu contra mim mesmo e ser advertido por um tio que acompanhava empolgado essas lides jornalísticas: “Cuidado! Se esse Fradique te pega, você está perdido!”.

Havia dois leitores em particular para os quais eu escrevia comovido: meu pai, Ormindo T. Barroso, farmacêutico em Ervália, cujo aniversário em 25 de novembro eu sempre comemorava no jornal, e Dona Maria das Pedras Pimentel, minha avó portuguesa, da ilha do Corvo, capaz de ler duzentas vezes o mesmo artigo (o meu, é claro!) sempre que recebia o jornal. Quando ela morreu, achei de bem escrever a minha Última Crônica (última mesmo, pois encerrei com ela a minha atividade de cronista, ficando apenas com Os Mosqueteiros).

Pois o operoso, dadivoso, incansável amigo Luciano Sheikk recolheu, um por um, todos esses artigos e mais as crônicas, poesias, etc., acrescentando ao acervo uma coleção das críticas recebidas por Fradique além de missivas que troquei com amigos ponte-novenses. Desse exaustivo garimpo nasceu o belo livro que tenho agora “O Poeta, o Tradutor e o Crítico”, que tanta alegria me trouxe como se com ele viesse um pouco daquele entusiasmo com que eu escrevia as crônicas de outrora.

Não creio que ele possa interessar a ninguém mais do que aos amigos íntimos e parentes aos quais distribuí os poucos exemplares que me chegaram. Mas, se houver algum leitor persistente que se interesse de fato por essas velharias, sempre será possível conseguir-se um exemplar.

 

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