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A Bruxa anda solta para os lados da Gaveta. Há cerca de dois meses, o nosso Redator-chefe está com ambas as mãos paralisadas, endurecidas, não podendo sequer pegar nas coisas e muito menos escrever; além disso teve um grande golpe na vida que foi a morte de sua querida Irmã Léa (conhecida como “Leoa”), a mesma que aparece aqui na Gaveta em: As Vaquinhas de Uberaba, veja aqui. Léa ficou por mais de vinte dias na UTI vindo finalmente a falecer, um desastre total, causando-lhe uma amargura profunda!

Além de todos os acontecimentos, nosso Redator gostaria de dizer aos seus Leitores, que apesar de tantas amarguras pretende voltar a escrever ainda no final do mês de outubro. O mesmo pede a todos que não deixem de ler os belíssimos trechos de Ascese que estão no post, já que não será possível ler em livro (veja Ombro Amigo I).

Pedimos a todos os amigos leitores que aguardem mais um pouco, rezem por todos nós e não deixem de ler este livro maravilho que é o Ascese.

Nosso Redator envia a todos um grande abraço!

(ass.) Assessor Técnico

 

 Perrengue, manquitolando, emperrada ao abrir, eis que a Gaveta chega hoje ao seu nono aniversário. Cheia de frustrações e de anseios, tudo junto. Houve momentos em que vibrou com mais de uma centena de consultas num só dia. Entrou em parafuso noutro em que as visitas não chegaram a cinquenta. Mas seja como for, está à espera de que a parada atual lhe propicie forças para mais uma jornada, pois anda cheia de planos futuros: whishful thinkings, idealizações auspiciosas: há o antigo projeto do Machado de Assis, poeta – com uma seleção daqueles poemas que Manuel Bandeira considera de qualidade igual à da prosa; a sonhada apresentação do poeta mineiro Djalma Andrade, a alma boa de Congonhas do Campo e a sempre protelada antologia dos poetas regionais. Esperemos, oxalá, que Deus nos ajude. E até breve. 

Em tempo: Para lerem nas férias, mando-lhes um trecho da Ascese, de Nikos Kazantzakis, na versão francesa de Aziz Izzet, que traduzi em 1973 e hoje imagino perdida conforme relatei no post Ombro Amigo-I. 

 


OMBRO AMIGO-II

Além daqueles definitivamente perdidos, há várias traduções minhas, de livros importantes, desde muito esgotadas no mercado sem que as editoras façam novas edições:

Vida, modo de usar – Obra prima de Georges Perec, que indiquei à Companhia das Letras e o traduzi em 1991, logo esgotado, levou 18 anos para sair em 2ª. edição (2009), dessa vez em formato de bolso. Trata-se da obra capital de um dos mais importantes escritores franceses da atualidade. Além desse, traduzi também outra importante obra de Perec , A Coleção Particular seguida de Viagem de inverno, para a Cosac&Naif, em 2004; com o encerramento daquela, os direitos passaram para a editora do SESI, que não se interessa atualmente em reeditá-los. Aguardo que outra editora se lembre deles. De Perec, traduzi ainda o interessante Tentativa de esgotamento de um local parisiense para a Editora G. Gili, Ltda., de São Paulo. O autor Perec passou três dias seguidos acampado na praça Saint Suplice anotando tudo que via. Livro curioso, uma daquelas doidices geniais de Perec. Saiu em 2016, mas nunca vi o livro por aqui.

Tive vários livros editados pela SESI: O Pinóquio, herdado da Cosac & Naif; Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, que tirou o  Jabuti de tradução de 2015, A carta de Pero Vaz de Caminha, de 2017, a 4ª. edição de O Corvo e suas traduções e Breviário de afetos (minhas memórias), todos desativados depois que a editora deixou de publicar livros não-didáticos.

Uma antologia dos meus poemas traduzidos, O Torso e o Gato, editada pela Record em 1991, não consegue ser reeditada em função de problemas com a aquisição de direitos autorais estrangeiros. 

Igual (má) sorte tem minha antologia de poemas pessoais, A Caça Virtual e outros poemas, finalista do prêmio Jabuti de tradução em 2000, também da Record, agora enriquecida de Novos Poemas, já que os editores relutam em editar poesia, considerada invendável. 

A obra completa de Rimbaud, em 3 volumes: Poesia completa, Prosa Poética e Correspondência embora não sejam encontrados nas livrarias podem, contudo, ser adquiridos, via postal, diretamente da Topbooks Editora, Rua Visconde de Inhaúma, 58 sala 203 – 20091-800 – Centro – Rio e Janeiro.

Bibliografia de Ivo Barroso

POESIA

Antologia Poética 

– O Torso e o Gato

Arthur Rimbaud 

– Uma Estadia no Inferno

– Poesia Completa

– Prosa Poética

– Correspondência 

 

POESIA

Eugenio Montale 

– Diário Póstumo

TS. Eliot

– O livro dos Gatos

William Shakespeare 

– 50 sonetos

 

PROSA

André Breton 

– Nadja

André Gide 

– A Volta do Filho Pródigo NF

André Malraux 

– A Condição Humana 

August Strindberg 

– Inferno NF EH

Georges Perec 

– A Vida, Modo de Usar

– A Coleção Particular + Viagem de Inverno

– Descrição etc

Hermann Hesse 

– O Lobo da Estepe

– Demian

Italo Calvino 

– Seis Propostas para o Próximo Milênio

– O Castelo dos Destinos Cruzados

– As Cosmicômicas

– Palomar

Italo Svevo 

– A Consciência de Zeno NF

– Senilidade NF

A Novela do Bom Velho e da Bela Mocinha

Jane Austen 

– Razão e Sentimento NF

– Emma NF

– Novelas inacabadas NF

Marguerite Yourcenar 

– Golpe de Misericórdia NF

– O Denário do Sonho NF

– O Tempo, Esse Grande Escultor NF

Nikos Kazantzakis 

– Ascese

Romain Rolland 

– Colas Breugnon

Shel Silverstein 

– Uma Girafa e Tanto (infantil)

TS. Eliot

– Teatro completo

Umberto Eco 

– O Pêndulo de Foucault

 

Originais:

– Nau dos Náufragos

(poesia) Lisboa

– Visitações de Alcipe

(poesia) Lisboa

– O Corvo e suas traduções

(ensaio)

Infanto-juvenis

– Poesia ensinada aos jovens,

– Viagem ao mundo da poesia

– A Caça Virtual e outros poemas

 

Edições:

– Poesia e Prosa, de Charles Baudelaire, organização, introdução e notas

– À Margem das Traduções, de Agenor Soares de Moura, estabelecimento de texto, introdução e notas

 

A FÁBULA DO GALO

Acontece, entretanto, que o meu galo
não fazia a manhã nascer do canto.
Sabia muito bem que
se cantasse
ou se deixasse de cantar
— o dia
rompendo as cercas do quintal
viria empoçar-se em seus olhos de suspeita. 

 

(Cantava apenas para ser concorde.:.)

 

Em  meio à noite, vinha-lhe de dentro
a sensação do amanhecer:
a crista
ensandecia de rumor do sangue;
as penas eriçavam-se no cio da soberba
e os olhos acompanhavam no frêmito da espera
o dia romper a casca da manhã,
finíssima.

Era quando lhe vinha da garganta
aquele anseio de ajudar o dia
e, na sofreguidão que o exasperava

— sabendo embora que cantasse
ou que deixasse de cantar —
cantava,
cantava todo trêmulo, intranquilo,
lançando o canto nos quintais da véspera
e ficava esperando pressuroso
o sol nascer das notas de seu canto.

 

O POÇO

Da borda ao bojo
do poço o balde
num baque oco
salta em
————
drado.
Baixa em balouço
busca a profunda
fonte fechada.
Grito de cacos
gotas de espelho
raios de escama
golpes de gelo.
Garganta larga
no escuro gole.
Peso nos olhos
tombo no peito.
Tão satisfeito
grave de encanto
tonto de espanto
pende pesado
lento rotundo
deita no fundo
a
fogado.

Rija
a corda acorda
arde dardo dura dança
iça
e começa
a lida de erguê-lo
a ele odre
a ele bambo
a ele bêbedo.
Bate nas
bor —–das
brotam
bor bu lhas.
Ao peso pende
arreda a roda
retorna a ronda.

Chega (cego) à clara
borda à clara
bóia
onde bóia claro.
E cai de cara
contra o jarro
e jorra a água
de um só jato.
E já de borco
debruçado à borda
vago vazio
va ga ro so
——v
o
l
t
a


 Prof. Ney Julião Barroso

 Ele faria hoje 87 anos. Leia mais sobre ele: 

— Foot ball – 10/07/18, clique aqui.

— Presença do Ney – 15/06/19, clique aqui.

Há mais de 60 anos, no dia 24 de julho de 1955, o JORNAL DO POVO, de Ponte Nova-MG anunciava com destaque o aparecimento de uma nova seção intitulada “Os 3 Mosqueteiros”, “a cargo de quatro jovens esperanças do jornalismo mineiro” [sic]: Ivo Barroso (D’Artagnan), Albertus Marques (Athos), Arildo Salles Dória (Porthos) e Geraldo Marques (Aramis). Éramos todos amigos e funcionários do Banco do Brasil, dando o máximo de nossas energias e ânsia literária para o abrilhantamento do jornal interiorano que nos abrira suas portas. Conheci o Albertus (Athos) logo que cheguei ao Rio, em 1945, quando partilhamos a mesma carteira dupla do Colégio Vera Cruz, na rua São Francisco Xavier. O Arildo (Porthos) foi um pouco depois, quando nos mudamos para o Andaraí, já nos anos ’50. Ele morava numa casa de frente para a rua Maxwel, esquina da Pontes Correa, que era a minha rua. Sempre que passava por ali, o janelão aberto da casa da Dona Cora, deixava ver lá dentro uma rapaziada alegre, sempre cantando e dançando. Eram sobrinhos e sobrinhas da família capixaba que vinham conhecer o Rio. Arildo era o filho mais novo, tinha quatro outros irmãos, todos militares ou cursando o Colégio Militar. Ele, no entanto, era chegado às letras e logo nos demos bem, e um dia, ao passar pela rua, vi lá dentro, a Silvia, irmã da vizinha de Dona Cora, em cuja casa estava hospedada. Foi Arildo que nos apresentou e nos serviu de cupido, até o dia em que me casei com ela em 1956.

Durante quase dez anos escrevemos a página quádrupla Os Três Mosqueteiros, onde Arildo se destacava pelos seus artigos de ardoroso fundo político. Essa tendência foi se tornando militância com a adesão de Arildo ao Partido Comunista. Com o advento da Ditadura Militar, ele passou a ser constantemente procurado para investigações e depoimentos, e sempre se safava do pior (prisão e torturas) graças à interferência dos irmãos militares. O máximo que os censores conseguiram foi ameaçar sua carreira bancária, forçando o Banco a transferi-lo para o Piauí, como uma espécie de degredo onde passou três anos. De volta, foi transferido para Brasília, onde chegou a ser preso em 1972, quando já membro militante do PC, tentava reorganizar o partido. Definindo-se como um “apátrida” e um “torto” na vida, Arildo começou a trabalhar na Câmara dos Deputados em 1987, no gabinete do então deputado pelo PCB e ex- companheiro do Sindicato dos Bancários Augusto Carvalho, incumbido entre outras tarefas a de escrever praticamente todos os discursos dos deputados vermelhos e líderes sindicais. Fundou o movimento sindical Cidadania de que foi o presidente executivo. Suas preferências políticas nunca interferiram em nossa amizade: continuávamos a considerá-lo nosso “padrinho de casamento” e “amigo secular”. Era o primeiro a me telefonar no dia de meu aniversário e eu procurava fazer o mesmo a cada 2 de Janeiro, que era o seu. Pois o intrépido mosqueteiro Porthos, para o nosso pesar, o de seus amigos, familiares e sindicalistas baixou a espada no domingo passado, dia 23,vítima de complicações pulmonares com que vinha se debatendo (sic) havia algum tempo. Missão mais do que cumprida! Amigo até o fim!

Obituário: Albertus da Costa Marques, o Athos, faleceu em 2010, vítima de insuficiência renal (fazia diálise 3 vezes por semana) e o frágil Geraldo Marques, o Geraldinho. desapareceu total e definitivamente durante a Ditadura, perseguido por suas ideais esquerdistas (?) . Apagado dos anais do Banco do Brasil, todos os esforços para saber de seu destino foram inúteis, mesmo com auxílio do Comité da Verdade. Agora os três me deixaram aqui esgrimindo sozinho no ar da saudade e da lembrança.

OMBRO AMIGO-I

 LAMÚRIAS EDITORIAIS


Foi o meu grande amigo W. J. Solha, o polivalente, que sabendo das minhas atuais decepções editoriais me aconselhou a compartilhá-las com os leitores, expondo-as na Gaveta. Não será – afirma ele e sei eu – um modo de resolvê-las, mas pelo menos a ilusão de que, tornando-as públicas, consigo com isto um desabafo, um ombro amigo em que me amparar para a lamúria.

1) ASCESE

Em 1973, quando fui morar em Lisboa, propus à Editora Record traduzir o livro Ascese, de Nikos Kazantzakis, cuja leitura me havia empolgado. Tratava-se de uma tentativa meio filosófica, meio literária de conciliar o catolicismo com o marxismo. O texto fora redigido originalmente em francês, pois o autor, grego, residia então na França, e seu amigo e professor de francês Aziz Izzet se incumbiu da revisão e edição da obra, lançada pela Livraria Plon em 1959. Minha tradução (eis a capa) saiu naquele mesmo ano e se esgotou em pouco tempo. Anos depois, quando regressei ao Brasil, quis reativar meus trabalhos literários e tentei reeditar a obra com a Record. Nesse ínterim, já havia aparecido outra suposta edição da mesma obra, traduzida do original grego pelo excelente José Paulo Paes para a Editora Ática. Foram inúteis minhas tentativas de convencer meus editores de que se tratava de duas obras diferentes: uma escrita inicialmente em francês e composta de fragmentos, e outra desenvolvida pelo autor com intenções doutrinárias. Logo em seguida, enquanto a Record tentava reativar seu contrato com a Plon para reeditar a obra de Aziz, os direitos autorais da obra completa de Kazantzakis foram adquiridos no Brasil pela Editora Grua, da São Paulo, que não demorou em lançar uma terceira edição “traduzida diretamente do grego“ por Silvia Ricardino. Com isto, o texto da seleção de Aziz Izzet, de leitura fluente e agradável, foi definitivamente substituído pela prosa filosófica pesada e doutrinária de Kazanlzakis. E eu nunca mais vou poder reeditar a minha tradução. Perdida para sempre!

 

2) OS GATOS

Em 1983, eu e o José Guilherme Merquior (que também morava em Londres) fomos ao musical Cats, de Andrew Lloyd Weber muito na curiosidade de ver como esse compositor teria adaptado para o palco o livro de T. S. Eliot, Old Possum’s Book of Practical Cats, e ficamos ambos surpresos em ver que ele nada havia alterado nos versos humorísticos do grande poeta, os quais funcionavam na peça perfeitamente como letras de música. Merquior argumentou comigo que seria, portanto, possível fazer uma tradução daqueles versos sem deturpar seus elementos constitutivos (métrica, rima, jogos de palavras, etc), desde que se encontrassem, evidentemente, equivalências de linguagem e situações que correspondessem às glosadas pelo autor. Da hipótese à intimação foi só um momento, que passou a se materializar em cobranças quase diárias sobre o andamento dos trabalhos. Foram meses de trabalho árduo, cujos resultados o Merquior não pôde avaliar por ter falecido antes de sair a minha tradução em 1991, pela Editora Nórdica, detentora dos direitos da edição em língua portuguesa. O livro obteve o prêmio Jabuti de tradução de 1992. Tivemos mais duas edições consecutivas da Nórdica, mas eis que a Nova Fronteira adquire os direitos autorais da obra poética de Eliot, e o Ivan Junqueira, que já havia traduzido uma parte significativa dela, teve de traduzir também Os Gatos, já que o contrato exigia um único tradutor para o conjunto da obra (2004). Em seguida, tais direitos passaram para a Companhia de Letras, de São Paulo, e eu lhes ofereci a minha tradução, que só aceitariam se lhes cedesse definitivamente os direitos de tradutor. Tive de fazê-lo (por um preço vil) para não perder a oportunidade e fiquei até feliz com a bela edição que publicaram em 2010, bilíngue e com novas gravuras de Axel Scheffler. Embora eu já não lhe detivesse os direitos autorais, a minha tradução parecia pelo menos estar a salvo. Mas eis que a mesma Companhia das Letras adquire em seguida os direitos da obra completa de Eliot e chama o fac-totum Caetano Galindo para traduzir a poesia completa e, como no caso da Nova Fronteira, os Gatos também entraram na dança. Resultado: minha tradução ficou relegada ao oblívio e certamente jamais será reeditada pelo menos enquanto a Companhia das Letras detiver os direitos da obra completa do Eliot! Estou esperando outra facada: Eu traduzi em 2004 para a Arx o Teatro Completo (5 peças) do Eliot. Tudo indica que a Companhia vai entrar com uma nova tradução das mesmas certamente pelo indefectível Galindo. Choro pelos meus Gatos, que sempre considerei uma das minhas melhores, senão a melhor, traduções de poesia. Adeus gatinhos, perdidos para sempre!

 

3) À MARGEM DAS TRADUÇÕES

Durante anos (1944 a 1946), acompanhei (e recortei) de o Diário de Notícias, do Rio de Janeiro, a seção À Margem das Traduções, em que um anônimo, profundamente habilitado, comentava as traduções (principalmente as más) que saíam nas livrarias, assinadas não raro por incensados nomes da literatura nacional. Cheguei a ter uma pilha de recortes guardados numa garagem que, um dia, sofreu devastadora inundação e transformou aquelas preciosidades em pasta informe de papel. Anos mais tarde, já embrenhado no ofício de tradutor, lembrei-me de recuperar aquelas verdadeiras lições da arte tradutória e acabei por descobrir que o autor era um obscuro professor mineiro, Agenor Soares de Moura, residente em Barbacena, interior de Minas, falecido em 1957. Consegui entrar em contato com seu único descendente então vivo, Afonso de Siqueira Soares, detentor da possivelmente única coleção completa dos artigos do crítico-tradutor. Afonso, desde muito sonhava com a revelação da obra de seu erudito pai. Meu interesse pelos artigos de Agenor decorria do fato de ele não apenas apontar os erros tradutórios (em cerca de 5 línguas), mas igualmente em apresentar a maneira adequada de consertá-los, dando-lhes forma elegante em português. Resolvi organizar a papelada, ler tudo para catar os excessos de purismo gramatical que já então não prevaleciam e consegui interessar a então Editora Arx, de São Paulo, a editar o livro com seus 89 artigos que cobriam o período 10/09/1944 a 30/06/1946. Consegui ainda um lúcido prefácio do prof. Paulo Rónai, indiscutível autoridade no assunto. O livro saiu em 2003, esgotou-se, tem sido muito procurado pelo valor intrínseco de seu conteúdo, mas… não consigo mais nenhum contato com a editora que o publicou. (Alguns exemplares ainda aparecem na Estante Virtual). Perdido para sempre?

(CONTINUA)

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