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Archive for dezembro \24\UTC 2013

FELIZ NATAL

Nova Imagem (1)

A GAVETA DESEJA AOS SEUS AMIGOS E VISITANTES UM NATAL
TRANQUILO E CONGRAÇADOR E UM ANO NOVO CHEIO DE BELAS
REALIZAÇÕES. SEM NOVAS MATÉRIAS, MAS SEMPRE ABERTA A VISITAS,
ESTARÁ DE VOLTA NO DIA 8 DE MARÇO, APÓS O CARNAVAL.

(Esta bela árvore de Natal acima foi pintada por
Maria Goret Chagas com a boca e o pé.
Ela faz parte da associação Pintores com a Boca e os Pés,
que congrega artistas deficientes dos membros superiores.
Eles editam todos os anos belos calendários e cartões de Natal.
Ajude-os adquirindo seus produtos:
Rua Tuim, 426 – CEP 04514-101 – São Paulo-SP)
(11) 5053-5100 e fax 5051-0797

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Cidade_relogio

A CARTA ESTÁ DATADA DE JULHO DE 1945, o Brasil estava em guerra, eu tinha 16 anos e minha família, dois anos antes, se havia mudado de Ervália, no interior de Minas, para o Rio de Janeiro, que era então a Capital da República. Meu pai, farmacêutico humanitário, ficara em nossa terra, que pouco antes se chamava Herval, e por esse nome sempre seria chamada por nós. Nos primeiros anos de Rio, sem conseguir nos desvincular do interior, era para lá que íamos tanto nas férias de junho como nas de fim de ano – uma espécie de volta à infância, aos passeios na roça, os banhos de rio, as conversas ingênuas, os primeiros namoros com amadas intangíveis. Em todas essas ocasiões eu passava boa parte do tempo em conversa com o Quidinho, que trabalhara na farmácia de meu pai, fazendo a escrita da firma com sua caligrafia meticulosamente desenhada. Quidinho, que se chamava Euclides Franklin Júnior, era um talento encravado na ganga da obscura Ervália. Além de contabilidade, fizera um curso de técnico de rádio por correspondência quando o conserto desses aparelhos ainda era algo esotérico. E os consertava madrugada adentro, quando a população estava dormindo, pois a energia elétrica da cidade, proveniente de uma usina rudimentar, mal dava para iluminar as ruas principais. Enquanto consertava rádios, Quidinho ouvia emissoras estrangeiras e passou a conhecer vários idiomas, entre os quais o italiano, de que me veio a dar as primeiras noções. Lembro-me de uma noite (ou madrugada) em que era transmitido pelo rádio um espetáculo de I Piccoli di Podrecca, famosa companhia de marionetes que encenavam adaptações de óperas, concertos (principalmente de piano) e peças teatrais. Eu ouvia sem nada entender, enquanto Quidinho dava boas gargalhadas tentando me pôr ao corrente do que se passava. Sua cultura geral era assombrosa e não sei de onde a teria conseguido haurir, já que em sua oficina havia poucos livros. Conhecia poesia e poetas, brasileiros e estrangeiros, e sabia de cor algumas estâncias de Camões. Quando eu morava no Herval e ele trabalhava na farmácia, nunca lhe mostrei meus versos, mas agora que estava vivendo no Rio mandava-lhe com frequência versos e cartas, em que lhe pedia críticas e correções. A carta abaixo responde a um desses pedidos, mas suas palavras são tão pertinentes que as guardei até hoje como Franz Xaver Kappus deve ter guardado as famosas cartas de Rilke a um jovem poeta. Confesso que, muito mais tarde, quando li pela primeira vez essas cartas de Rilke não senti o mesmo impacto que me trouxe a carta do Quidinho, simples, direta, cheia de bons conselhos sem parecer doutoral. O bem que ela me fez, preparando-me para a verdadeira poesia, é algo que eu gostaria de partilhar com outros jovens poetas de hoje, razão pela qual a estou publicando aqui.

carta 01

Ervália, 8 de Julho de 1945 (2 da madrugada)

Caro Ivo:

Acuso recebida s/ amável cartinha de 26 de maio

p.p., acompanhando uns versos que eu devia corrigir. À vista

do assunto da mesma, encostei-a, bem como os versos; pois,

com a cabeça cheia de co-senos de “fi”, curvas, sinusóides

e funções trigonométricas, como eu estava no momento, ser-

me-ia impossível externar minha opinião a respeito.

É o que faço hoje. Aliás, se tivesse lido a poesia na

ocasião, já lhe teria escrito há mais tempo, porque pouco terei

que dizer da mesma. Está muito fraca a sua “?”

Parece que você mesmo está com vergonha do seu “rebento”,

uma vez que nem quis batizá-lo. Sinceramente: está muito

abaixo de suas produções anteriores.

Quanto à sua “esperança de uma capacidade poé-

tica”, eu lhe garanto que isto é uma realidade em Você. Você

é poeta; apenas, não é ainda artista. Por isto, produzirá assim,

perrengando; um dia dando mangas e maçãs, outro dia “aba-

caxis”, como Você mesmo reconheceu no seu raquítico filhote que

estamos examinando, peladinho. A veia poética, Você a tem.

E de primeira qualidade: o poeta nasce. O artista não

nasce: faz-se. Faz-se pela cultura intelectual e pelo refina-

mento da sensibilidade estética. Este refinamento, por

carta 02

sua vez, faz-se menos pelo estudo que pelo aprimoramento dos

sentidos, e este, pelo amor, pelo sofrimento, pela dor, em su-

ma, pela Vida intensamente vivida. Ser poeta é ser nobre,

é ser bom, é ser sincero; é ser rei, é ser santo, é ser ple-

beu; é encher-se da simplicidade bela e inócua das coisas…

Isto Você já é. Ser artista é ser forte, ser construtor e ser

vândalo; ser escultor e iconoclasta pela Arte; é plasmar, pin-

tar ou descrever em sons toda a beleza do pecado, toda

a grandeza de sacrifícios ingentes, ignorados; é sentir e trans-

mitir à sensibilidade alheia expressões fisionômicas de deses-

perançados; é penetrar o impenetrável íntimo dos desherda-

dos da Ventura e iluminar-lhes os tesouros de resignação

que escondem; é ler o que está escrito nos olhares serenos

que fitam, absortos, os confins do firmamento; enfim, é ser

um deus em miniatura. Isto, Você ainda não é; ou, pelo menos,

não o é em dose suficiente. Só pela vida em fora Você terá conta-

tos com a Arte e a compreenderá. Os livros não a ensinam

tão bem como a vida. Os livros ensinam como fazer versos;

não ensinam, entretanto, onde tirar talento, idéas bonitas para

por nos mesmos. O talento e as idéas bonitas os poetas têm,

assim como Você. Mas, é preciso um motivo exterior, dinâmico,

impressionante, para provocar a ascensão ao consciente dês-

sas idéas; para provocar o extravasamento desse talento. É quan-

do entra em função a arte. Das inúmeras emoções, agradáveis

carta 03

e desagradáveis, armazenadas no Inconsciente, devemos va-

ler-nos para explorar o plano artístico de nossas creações

literárias. Devemos valer-nos de impressões nossas, profundas ou

perfunctórias, conforme o caso, para impressionarmos a outrem,

com a intensidade desejada. Enfim, seria muito longa

uma explicação suficientemente clara de como tomar “cama-

radagem” com a Arte. Por isto, permito-me a lhe aconselhar

que só escreva versos quando se sentir profundamente inspirado.

Do contrário, Você terá outros “garotinhos” que nem merecem nome.

Você não tem ainda suficiente contato com as fontes inspira-

doras da vida, que são a bondade, o amor, a des-

ventura , a beleza, o desprendimento, a alegria e –

sobretudo – a saudade… Vê-se claramente isto nos

versos em questão, onde Você quis aproveitar um tema da

poesia sertaneja — As três lágrimas. Sobre este assunto,

é oportuno advertir-lhe que nossos “garotinhos”, em literatura,

não devem, de nenhum modo, parecer com os “filhos” dos outros; o

que é o contrário da vida prática, onde os filhos dos outros

é que não devem parecer com os nossos, para não dar “galho”…

para não dar “ingrizia”…

Assim, terminando, digo-lhe que o seu ou a

sua “?” não deve ser corrigido, porque já existe uma

poesia (“As três lágrimas”) com direito de prioridade sobre o tema.

Isto não quer dizer que eu não goste dos seus versos. Ao

carta 04

contrário. Já li versos de sua lavra perfeitamente acei-

táveis. Com estes agora, porém, não posso ser camarada…

Aliás, em literatura, a crítica sincera, franca, desapaixonada,

é de mais utilidade que a camaradagem.

Sobre a demora da resposta, não fique Você

pensando que é porque isto me amola. Estou aqui à

sua inteira disposição e haverá oportunidades em que

lhe poderei responder imediatamente.

Conte sempre, sem vergonha, isto é, sem acanha-

mento, com o amigo de sempre que lhe envia um

sincero abraço e

Cordiais saudações,

Euclides Franklin Jr.

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adormecida

Quando estava traduzindo a poesia completa de Rimbaud, lembro-me que um de seus primeiros poemas (ele tinha 16 anos em 1870) chamou-me a atenção pela beleza da descrição, do décor e de sua habilidade em manejar os versos de oito sílabas. Além disso, algo me dizia que o tema versado – uma jovem que dorme sendo observada – não me era estranho e que já o teria visto em obra alheia.

Eis o original de Rimbaud

Rimb_cores_jpg

PREMIÈRE SOIRÉE

– Elle était fort déshabillée
Et de grands arbres indiscrets
Aux vitres jetaient leur feuillée
Malinement, tout près, tout près.

Assise sur ma grande chaise,
Mi-nue, elle joignait les mains.
Sur le plancher frissonnaient d’aise
Ses petits pieds si fins, si fins.

– Je regardai, couleur de cire,
Un petit rayon buissonnier
Papillonner dans son sourire
Et sur son sein, – mouche au rosier.

– Je baisai ses fines chevilles.
Elle eut un doux rire brutal
Qui s’égrenait en claires trilles,
Un joli rire de cristal.

Les petits pieds sous la chemise
Se sauvèrent: “Veux-tu finir!”
– La première audace permise,
Le rire feignait de punir !

– Pauvrets palpitants sous ma lèvre,
Je baisai doucement ses yeux:
– Elle jeta sa tête mièvre
En arrière: “Oh! c’est encor mieux!…

Monsieur, j´ai deux mots à te dire…
Je lui jetai le reste au sein
Dans un baiser, qui la fit rire
D´un bon rire qui voulait bien…

Elle était fort déshabillée
Et des grands arbres indiscrets
Aux vitres jetaient leur feuillée
Malinement, tout près, tout près.

E como o traduzi:

PRIMEIRA TARDE

Era bem leve a roupa dela
E um grande ramo muito esperto
Lançava as folhas na janela,
Maldosamente perto, perto.

Quase desnuda, na cadeira
Cruzava as mãos, e os pequeninos
Pés esfregava na madeira
Do chão, libertos, finos, finos.

– Eu via pálido, indeciso,
Um raiozinho em seu gazeio
Borboletear em seu sorriso
– Mosca na rosa – e no seu seio.

– Beijei-lhe então os tornozelos.
Deu ela um grito inatural
Que se esfolhou em ritornelos,
Um belo riso de cristal.

Os pés na camisola, arisca,
Logo escondeu: “Queres parar!”
– Primeira audácia que se arrisca
E o riso finge castigar!

Sinto-lhe os olhos palpitantes
Sob os meus lábios. Sem demora
Num de seus gestos petulantes,
Volta a cabeça: “Ora essa agora!…

Escuta aqui que vou dizer-te…”
Mas eu lhe aplico junto ao seio
Um beijo enorme, que a diverte
Fazendo-a rir agora em cheio…

Era bem leve a roupa dela
E um grande ramo muito esperto
Lançava as folhas na janela,
Maldosamente perto, perto.

Um dia, dei com o tal outro poema, quando examinava a obra do nosso Castro Alves:

Castro_Alves

ADORMECIDA

UMA NOITE, eu me lembro… Ela dormia
Numa rede encostada molemente…
Quase aberto o roupão… solto o cabelo
O pé descalço do tapete rente.

´Stava aberta a janela. Um cheiro agreste
Exalavam as silvas da campina…
E ao longe, num pedaço do horizonte,
Via-se a noite plácida e divina.

De um jasmineiro os galhos encurvados,
Indiscretos entravam pela sala,
E de leve oscilando ao tom das auras,
Iam na face trêmulos – beijá-la.

Era um quadro celeste!. . . A cada afago
Mesmo em sonhos a moça estremecia …
Quando ela serenava… a flor beijava-a …
Quando ela ia beijar-lhe… a flor fugia…

Dir-se-ia que naquele doce instante
Brincavarn duas cândidas crianças…
A brisa, que agitava as folhas verdes,
Fazia-lhe ondear as negras tranças!

E o ramo ora chegava ora afastava-se…
Mas quando a via despeitada a meio,
P’ra não zangá-la… sacudia alegre
Uma chuva de pétalas no seio …

Eu, fitando esta cena, repetia
Naquela noite lânguida e sentida:
“Ó flor! – tu és a virgem das campinas!
“Virgem! – tu és a flor da minha vida!…”

                                                                                S. Paulo, novembro de 1868

Vejam as semelhanças: a cena ocorre ao cair da noite (soirée) em ambos os casos; uma jovem sumariamente vestida (fort déshabillée), seminua (mi-nue), o roupão quase aberto, está reclinada numa rede (em Castro) e numa poltrona (em Rimbaud). Grandes árvores indiscretas (em R.) e grandes ramos indiscretos de um jasmineiro (em C. A) penetram pela janela (em ambos) aproximando-se da face da jovem como para beijá-la. E há o detalhe dos pés descalços que roçam o assoalho (em R.) e ficam rentes ao tapete, logo ao chão (em Castro). Mas a partir daí as semelhanças acabam: o nosso poeta permanece sonhador, contemplando a jovem (virgem), ao passo que o matreiro Rimbaud beija-lhe os tornozelos, e, sem parar por aí, acaba por beijar-lhe o seio. A impressão é que se trata de um poema e sua tradução ou de duas traduções de um mesmo poema.

Ora sabemos que Rimbaud escreveu Première Soirée em maio/junho de 1870 com o título de Trois baisers (Três beijos) e conseguiu publicá-lo em 13 de agosto do mesmo ano no jornal satírico La Charge. Quanto a Castro Alves, também sabemos que o poema foi escrito em São Paulo em novembro de 1868 (a data está consignada no final dos versos) e publicado em seu primeiro livro Espumas Flutuantes em 1870.

Claro que, embora sendo ambos do mesmo ano, nem Rimbaud leu Castro Alves nem este sabia sequer da existência de Rimbaud. Aliás, os poemas de Rimbaud só começaram a ser conhecidos de uma pequena elite literária na França depois que Verlaine publicou em 1884 o seu Les poètes maudits com a transcrição de uns poucos poemas de Rimbaud, Tristan Corbière e Stéphane Mallarmé. E Castro Alves morreu um ano depois da publicação de seu livro em 1871.

Musset

A conclusão lógica era que ambos haviam se inspirado em um mesmo poema ou que o assunto não passava de clichê da época. Foi a edição fac-similar de Espumas Flutuantes, feita pela Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro em 2011, que me deu a pista. O poema de Castro Alves vem antecedido de uma epígrafe, de uso muito comum na época:

Ses longs cheveux épars la couvrent tout entière.
La croix de son collier repose dans sa main,
Comme pour témoigner qu’elle a fait sa prière,
Et qu’elle va la faire en s’éveillant demain.

                                ALFRED DE MUSSET

(Em tradução literal: Seus longos cabelos esparsos cobriam-na inteiramente / A cruz de seu colar repousa em sua mão / Como para testemunhar que ela fez sua prece /E que irá fazê-la de novo ao despertar.)

Ali estava a fonte: ambos se inspiraram num poema de Alfred de Musset (1810-1897), um dos poetas românticos franceses de maior projeção em sua época. E qual seria o poema? Depois de alguma pesquisa, cheguei a Rolla (1833), poema declamatório que procura reinterpretar o mito de Don Juan. Nele há a descrição de uma adolescente adormecida (Elle dort toute nue et la main sur son cœur) e também dos ditos ramos indiscretos (Regardez cette chambre et ces frais orangers,/ Ces livres, ce métier, cette branche bénite/ Qui se penche en pleurant sur ce vieux crucifix), uma virgem, como em Castro Alves, o nosso poeta que conhecia bem a obra de Musset e foi mesmo seu tradutor. O poema é um rolo só e esse Rolla do título é uma espécie de Don Juan francês que está prestes a seduzir a jovem, vendida pela mãe. Impossível descrever todo esse lio. Mas, onde entra aqui a criatividade de Rimbaud? Eu sabia bem que ele abominava a poesia de Musset. Como seria então possível que se inspirasse nela para compor seus poemas? É que Rimbaud começou a fazer versos imitando Hugo, Théodore de Banville e Alfred de Musset. Mas em sua vertiginosa evolução poética logo ultrapassa seus modelos e passa a criticá-los. Em 24 de maio de 1870, por exemplo, expede uma carta laudatória a Banville, pedindo-lhe a publicação de seus versos Credo in unum (“Caro Mestre, ajude-me: Levante-me um pouco: sou jovem: estenda-me a mão”), mas logo em 14 de julho de 1871 escreve de novo ao mesmo Banville criticando-lhe a “poesia inócua” e instigando-o a escrever uma “poesia utilitária”; e ainda no fim desse mesmo ano, já em Paris, levado por Verlaine a conhecer o Mestre, acaba por considerá-lo un vieux con! (algo como Um velho babaca!). Quanto a Musset, apesar de lhe ter imitado a dicção oracular e mitológica, o que deseja realmente provar com seu Credo in unum (depois rebatizado como Soleil et chair – Sol e carne) é que ele, Rimbaud, é capaz de fazer MELHOR, de enriquecer o quadro, de suplantar o mestre. A mesma coisa deve ter acontecido com A Primeira Tarde, em que o tema tem um tratamento eroticamente superior ao do modelo. Aliás, sobre Musset, ele já dissera em 15 de maio de 1871 numa carta a seu amigo Paul Demeny: “Musset é catorze vezes execrável para nós, gerações sofredoras e obcecadas pelas visões, insultadas por sua angelical preguiça! Ó! Os contos e provérbios insípidos! Ó as noites! Ó Rolla, ó Namouna, ó a Taça! Tudo é francês, ou seja, odiento ao grau supremo; francês, não parisiense (…) Qualquer jovem empregado de mercearia é capaz de desembuchar uma apóstrofe à la Rolla; todo seminarista traz suas quinhentas rimas no segredo de um caderno (…) Musset não soube fazer nada: havia visões por trás da gaze das cortinas: ele fechou os olhos para elas.” E parece nos dizer: Mas eu, eu sei ver além! Vejam só o que eu consigo fazer com a história da menina adormecida, inocentemente fustigada pelos ramos indiscretos!!!

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Giovanni Boccaccio – DECAMERON

Aqui está o mais belo livro do ano! A Cosac & Naify conseguiu produzir uma edição “para guardar” com estes dez contos do Decameron, selecionados e anotados por Maurício Santana Dias, seguramente o mais perfeito tradutor do italiano em nossos dias. Maurício conseguiu fazer uma escolha que contempla os mais variados aspectos da narrativa, dando ao leitor a certeza de ter saboreado o volume inteiro.

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Iacyr Anderson Freitas – AR DE ARESTAS

Outra beleza gráfica que nos traz a Escrituras, de S. Paulo, com poemas de um rigorismo formal condizente com a espiritualidade dos temas envolvidos. Mais um momento estelar do poeta Iacyr, nosso caro amigo de Juiz de Fora, desta vez acolitado pelas fotos meio impressionistas de Ozias Filho, de Lisboa.

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Rodrigo Lacerda – A REPÚBLICA DAS ABELHAS

Pseudo autobiografia de Carlos Lacerda, escrita por seu neto Rodrigo, autor dos mais premiados pela sua obra de ficção. A história de várias gerações de Lacerdas escorre por estas páginas informativas e criativas. Os momentos mais significativos do político e escritor estão ai consignados, bem como os seus divergentes estados de espírito.

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Nauro Machado – PERCURSO DE SOMBRAS

Nauro Machado é a grande voz poética do Maranhão, a mais alta expressão da “poesia metafísica” entre nós. Dono de vasta obra poética iniciada em 1982, detentor de vários prêmios inclusive o da Academia Brasileira de Letras de 1999, Mauro surpreende pela variedades de seus temas e pelo uso revolucionários das rimas.

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